A história
Era uma manhã clara de Sábado, quando uma coruja bateu de cara na janela da casa dos Lynn, carregando em seu
bico algo que parecia um envelope. Mia Lynn - menina de seus 11 anos, ruiva, cabelos lisos e longos, pele branca
como vela -, que devia ter tomado o maior susto da sua vida, abriu a janela e recolheu a criatura. Ela abriu a carta e
leu uma coisa que realmente não acreditou de início e teve que ler pelo menos umas três vezes para ficar totalmente
claro:
"Escola de Magia e Bruxaria Hogwarts
Diretor: Alvo Dumbledore
(Ordem de Merlin, Primeira Classe, Grande Feiticeiro, Bruxo Chefe, Cacique Supremo, Confedereção Internacional de
Bruxos)
Prezada srta. Lynn,
Tenho o prazer de informar que V.Sa. tem uma vaga na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts. Estamos anexando
uma lista dos livros e equipamentos necessários.
O ano letivo começa em 1º de setembro. Aguardamos sua coruja até 31 de Julho, no mais tardar.
Atenciosamente,
Minerva McGonagall
Diretora Substituta"
Sua mãe, Chelsea Lynn, pegou a carta e também leu atentamente, arregalando os olhos cada vez mais.
- Como é que se responde isso? - perguntou.
E como se lesse seus pensamentos uma segunda coruja chegou com um envelope que dizia:
"Por favor o senhor, senhora e filha Lynn compareçam a tal lugar para explicarmos claramente o que é
preciso.
Atenciosamente,
Minerva McGonagall
Diretora Substituta"
Mia, pasma com tudo aquilo que estava acontecendo, correu para o quarto para se vestir. Colocou um jeans,
calçou o tênis e apressou os pais para sair. Entrou no carro e os Lynn se dirigiram ao lugar especificado.
Andaram por alguns quilômetros, até chegar em um bairro pouco movimentado. Então pararam no que parecia um
restaurante bem arrumado que estava vazio. Entraram e lá só havia uma senhora de certa idade com os cabelos
presos num coque no pescoço. Ela acenou para eles e pediu para que se sentassem.
- Você é a Minerva McGonagall? - perguntou John Lynn, pai de Mia.
- Sim, sou eu. - respondeu Minerva, ajeitando os óculos e começando a explicar tudo que era preciso para eles. Mia
estava pasma, mas também muito feliz com tudo aquilo que acontecia na sua vida de repente. Agora, tudo ia
mudar.
Miverva havia explicado aos Lynn que Mia deveria estar na plataforma 9 e meia no dia 1º de setembro. Também disse
que eles deveriam ir a um tal de "beco diagonal" para comprar o necessário, e que poderiam trocar o dinheiro de
trouxa pelo dinheiro de bruxo. Deu a eles o endereço e saiu.
Mia quis ir exatamente naquele minuto á aquele endereço. Então, ainda meio assustados, os pais de Mia a levaram
ao lugar. Também era um restaurante, só que mais mal arrumado e nele lia-se, "O CALDEIRÃO FURADO".
A mãe de Mia chegou para o homem do balcão e apresentou o papel que Minerva escrevera. Ele conduziu eles para
uma passagem e eles entraram em um enorme lugar cheio de lojas. Mas não eram lojas comuns. Eram lojas que
vendiam varinhas, penas, vassouras e muito mais. Mia, fascinada, não conseguia pensar em qual ir primeiro.
- Não se esqueça, Mia - lembrou John. - de trocar o dinheiro antes. Ou vai querer comprar as coisas com reais?
- Ahh é - disse Mia. - Onde é o tal banco mesmo?
Chelsea apontou para o leste. Mia se virou e ficou absolutamente encantada com a enormidade daquele tal de
"Gringotes".
Entrou o quanto antes e se deparou com criaturinhas nunca vistas antes: duendes. Quase deu um berro, mas se
segurou ao lembrar onde estava: um lugar mágico.
Foi atendida por uma das primeiras criaturinhas; nada simpática, na verdade. Mas logo estava de volta à rua de
lojas, e entrou na primeira à sua frente: "Floreios e Borrões".
A Floreios e Borrões parecia ser uma loja de livros. Estava muito tumultuada porque, pelo que Mia entendeu, tinha um
bruxo muito famoso lá. Ela se dirigiu ao homem do balcão e mostrou a lista que havia vindo na primeira carta que
recebeu.
O homem pediu para ela esperar um pouco, pois tinha que atender os outros clientes. Então Mia começou a observar
as coisas e quando olhou para a porta, ela se abriu.
Uma bruxa bem bela, alta com os cabelos compridos e castanhos que usava roupas de veludo negro entrou na loja e
se dirigiu ao balcão. Atrás dela vinha uma garotinha miúda, com os cabelos bem pretos e mal cortados que
tampavam os olhos azul safira. Também usava um vestido de veludo que batia nos joelhos magros.
A bruxa cumprimentou algumas pessoas por quem passou, e parou perto dos pais de Mia. Depositou sobre a mesa
uma lista e comentou gentilmente:
-Primeiro ano é uma dureza, né? Comprar material, roupas, etc...
Um pouco tímido, John respondeu:
-A gente não sabe muito dessas coisas de bruxo, é tudo novi...
Antes do pai de Mia terminar de responder, a Bruxa abriu um grande sorriso e disse:
-Ahh! São trouxas? Que prazer! Eu sou Lenna, e essa é minha sobrinha, Violet. Tenho o maior prazer de ajudar
vocês!
Então eles compraram os livros e saíram da loja. Violet permanecia calada carregando os livros e olhando para a tia
que não parava de falar.
-Vocês só compraram os livros? Vocês podiam ir agora comprar uma varinha, eu e a Violet estávamos pensando em
comprar a varinha, depois o caldeirão e o kit de poções... Ah, se vocês quiserem eu mostro a vocês o que tem por
aqui, tem lojas ótimas. As varinhas se compram ali, no Olivaras. Sabem, não é tão simples, cada varinha é de um
tipo, mas acho que o Olivaras pode explicar melhor pra vocês... Vocês fazem o que? Eu sou auror, trabalho no
ministério... Ah, vocês não devem saber o que é auror... Mas deixa pra lá, vão ter tempo para aprender... Ah
chegamos, é aqui.
Eles entraram na pequena loja. Lá tinha um senhor de certa idade que atendeu eles.
- Humm, duas varinhas? Bom, vamos começar por essa aqui- disse, apontando para Mia.
O senhor Olivaras deu a Mia muitas varinhas que ela foi experimentando, até que ela experimentou uma que soltou
faíscas vermelhas. Mia sentiu uma estranha sensação quando pegou a varinha...
- Humm... Mogno e pêlo da cauda de unicórnio. Boa escolha! Boa escolha! - e se virou para Violet. - Agora você.
Violet ficou quase meia hora experimentando varinhas e por um segundo Mia achou que não haveria varinha que
servisse para ela. Então depois de empilhar um monte de caixinhas já abertas em um canto, uma varinha escura
brilhou com faíscas vermelhas.
- Humm... Essa está aqui há um bom tempo... Usei chifre de unícórnio negro ao invés de madeira e para o interior duas
penas de águia.
Lenna olhou arregalada para a varinha. Os pais de Mia não ficaram muito surpresos porque acharam que aquilo
devia ser natural no mundo deles.
Então eles pagaram e sairam da loja. Após isso, compraram roupas, penas, pergaminhos, um caldeirão, coisas que
Mia considerou muito esquisitas para fazer poções.
Quando já estava quase anoitecendo e eles já haviam comprado tudo. Lenna se despediu e disse que esperaria eles
na estação. Mia foi para casa muito feliz e estava doida para chegar o grande dia de ir para a estação.
Naquele dia, Mia acordou assustada, entusiasmada e com medo, tudo ao mesmo tempo. Passaria um boom tempo
longe de seus pais e de sua vida trouxa. Mas alguma coisa por dentro dizia que ela ia amar sua vida nova.
Na estação, Mia e seus pais logo avistaram Lenna e Violet, ambas carregadas de malas, como eles. Logo atrás tinha
uma família de ruivos e um garoto de olhos azuis, correndo esbaforidos. Mia tentou puxar
papo com Violet, mas não obteve muito sucesso. "Quem sabe no trem", pensou.
Ao chegar nas plataformas 9 e 10, John e Chelsea se olharam confusos, só agora reparando em uma coisa: não existe
plataforma nove e meia!
Lenna riu dos dois.
- Devem estar se perguntando como passar, né? Tudo bem. É só passar correndo entre as plataformas 9 e 10. Violet,
vá
primeiro para eles verem como é.
A menina pegou a bagagem e foi correndo numa pilastra entre as plataformas. Mia estava assustada. Como aquilo
era possível?
- Vá, Mia, tente você - disse Lenna, sorrindo.
Mia, mesmo com medo, foi. Era a coisa mais banal do mundo, como se aquilo não fosse concreto. Logo estava no
trem, na mesma cabine que a Violet, conversando animadamente.
Assim que chegou em Hogwarts, Mia respirou fascinada com a enormidade daquele castelo maravilhoso. Estava
perdidinha, mas encantadamente encantada. Subiu as escadas comentando isso com Violet, e se deparou com a
mesma mulher do primeiro "restaurante", que explicava como seria a vida deles a partir dali.
- Bem vindos a Hogwarts. O banquete de abertura do ano letivo vai começar daqui a pouco, mas antes de se
sentarem às mesas, vocês serão selecionados por casas. A Seleção é uma cerimônia muito importante porque,
enquanto estiverem aqui, sua casa será uma espécie de família em Hogwarts. Vocês assistirão a aulas com o restante
dos alunos de sua casa, dormirão no dormitório da casa e passarão o tempo livre na sala comunal.
A mulher fez uma pausa para ajeitar os óculos.
- As casas são Corvinal, Lufa-lufa, Sonserina e Grifinória.
Quando a cerimônia começou, Mia estava se mordendo de curiosidade para saber qual seria sua casa. Corvinal,
Lufa-lufa, Sonserina ou Grifinória?
Ao ver o Chapéu Seletor, Mia quase caiu pra trás. Que diabos era aquele ser?
- Quando eu chamar seus nomes, deêm um passo a frente. - disse McGonagall. - Eu irei colocar o chapéu seletor em
suas cabeças, e serão selecionados para suas casas.
Mia e Violet se entreolharam. Era agora.
- Violet Demetra - chamou McGonagall.
Violet quase correu até aquele banquinho.
Foi selecionada para a Corvinal.
Depois de cinco pessoinhas serem chamadas, todas (sério!) para a Grifinória, McGonagall finalmente disse:
- Mia Lynn.
O chapéu seletor levou algum tempo para se decidir, mas acabou decidindo: Lufa-lufa.
Mia correu, feliz (porém um pouco decepcionada por não ter ficado na mesma casa da Violet), para a mesa da
Lufa-lufa.
Era ali o início de uma nova vida.
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